segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Minhas memórias de Leitora



Por Cibele Graziele Gonçalves Nunes*

Sempre gostei muito de estudar, mas sempre me achei menos inteligente que os demais, meus primos e até mesmo meu irmão mais velho.
            Éramos muito humildes e por essa razão não tínhamos livros a nossa disposição, o único que tenho lembrança era o Sagrado Coração de Jesus, que pertencia a minha mãe e que eu insistia em ler, mesmo sem entender muito por conter palavras difíceis.
            Adorava ir à casa da minha tia, pois ela sempre comprava lindas coleções de livros para minha prima e eu sempre lia escondido, pois ela não gostava que eu os pegasse.
Adorava todos, mas os três porquinhos era o que eu tinha verdadeiro fascínio.
 Como eram poucas ás vezes que eu ia à casa da minha tia, eu não tinha o hábito e o Em compensação, adorava a hora de ir dormir, pois era o momento em que minha mãe podia ficar grudadinha em mim e nos meus irmãos, depois de um dia inteiro separados. Ela costumava contar-nos histórias de todos os tipos, desde chapeuzinho vermelho até histórias de sua vida, histórias bíblicas, a escolha de nossos nomes, como conheceu nosso pai, etc...
            Mas foi na 5ª série que conheci minha fada madrinha e por coincidência, professora (risos), professora Sônia Maria Espanha Messani. Ela começou a me instigar à leitura, colocava livros à beira do quadro no final da aula e dizia que terminasse podia pegar um para ler.
            No início apenas folheava e colocava novamente no lugar, até que um dia escolhi um pela capa, onde aparecia um menino adolescente com uma esfinge e o deserto ao fundo, o título era “O anel de Tutancâmon” da série biblioteca juvenil, da Editora Melhoramentos e quando li descobri que através dos livros eu podia conhecer lugares, viajar mesmo sem sair do lugar.
            Sou muito grata até hoje a essa professora que sempre me incentivou e acreditou que eu era inteligente e poderia ser uma ótima leitora.
            Por isso, indico a leitura do Anel de Tutancâmon, pois é um livro que desperta a curiosidade e leva os leitores pra dentro da história, principalmente pra adolescentes que gostam de uma boa aventura, pois conta a história de um garoto criado pelos avós no Rio de Janeiro e que vê o pai apenas de 6 em 6 meses por ele percorrer o mundo como fotógrafo, ao completar 14 anos e completar o ginásio, ganhou uma viagem ao exterior, como seu pai havia prometido. Foi ao encontro dele no Egito, onde conheceu muito da cultura, só que de uma maneira muito mais emocionante ao ser capturado por mafiosos que roubavam artefatos valiosos de museus e que passaram a caçá-lo depois dele ter comprado de um comerciante o anel de Tutancâmon achando que era uma réplica. Nesse livro é possível saber um pouco da história do continente africano, com suas lutas internas, bandos,tribos primitivas, nômades e os conflitos alimentados por diversas facções políticas.
            Guerrilheiros, mercenários, a guerra da Etiópia, a guerra da Eritréia e todo o retrato da África que chega ao jovem leitor numa aventura emocionante, mas que se reflete sobre as relações humanas e as diferenças raciais e culturais, onde a tecnologia e o mundo moderno convivem com o pensamento arcaico e o modo de vida de povos em outra etapa de civilização. Sem contar o mistério e a beleza da arte dos faraós, os tuaregues, o retrato da fome, da sede no deserto em momentos que emocionam.



Cibele Graziele Gonçalves Nunes faz parte do Círculo de Leitura "Fuxicando Livros" realizado no município de Pontal do Paraná.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Livros que amei: série mostra as obras favoritas de convidados especiais


Livros que Amei é a série do Canal Futura que apresenta obras marcantes na vida de personalidades como Fausto Fawcett, Hermano Vianna, Sérgio Sant’Anna e Adriana Calcanhotto.

As personalidades convidadas compartilham lembranças relacionadas à leitura, hábitos e preferências literárias, revelando três obras, sobre temas variados, que foram fundamentais na sua formação, tiveram um papel importante na transformação de seu modo de pensar e/ou marcaram algum momento de suas vidas.

A série conta ainda com a participação de especialistas – profissionais de áreas de conhecimento como história e filosofia, por exemplo – e do setor editorial, que falarão um pouco mais sobre os livros escolhidos e as trajetórias de seus autores, contextualizando as publicações e destacando suas particularidades.

No episódio de abertura, o compositor Fausto Fawcett conversa sobre a predileção por títulos não ficcionais, sobretudo, ensaios filosóficos. Usando uma metáfora futebolística, o músico escala o “meio campo literário e intelectual” responsável por desenvolver o seu prazer pela leitura: “Trópico de Capricórnio”, de Henry Miller, “Eu e Outras Poesias”, de Augusto dos Anjos, e “Breviário de Decomposição”, de Emil Cioran. Para falar sobre as especificidades dessas obras e de seus autores, o primeiro capítulo de Livros Que Amei recebe também o escritor Luiz Carlos Maciel e o filósofo José Thomaz Brum.

Em seguida, por ordem de exibição, o público poderá acompanhar os episódios com a jovem cineasta Manaíra Cordeiro, o escritor Sérgio Sant´Anna, a atriz e diretora de teatro Juliana Galdino, o poeta Tenório Telles, a artista plástica Lúcia Laguna, o antropólogo Hermano Vianna, a dançarina Lia Rodrigues, o ensaísta Francisco Bosco, a poetisa Alice Ruiz, o engenheiro eletrônico e pesquisador Silvio Meira, o historiador Marcos Vinícius Neves e a cantora Adriana Calcanhotto.



QUANDO VER?
Livros que Amei – Toda terça, 22h30.

Fonte: http://www.futura.org.br/blog/2012/03/19/livros-que-amei-nova-serie-mostra-as-obras-favoritas-de-convidados-especiais/

Dia do Livro


Dia 29 de outubro de 1810 foi o dia em que a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil, quando então foi fundada a Biblioteca Nacional. Mas a edição de livros no Brasil iniciou antes, em 1808, quando D.João VI fundou a Imprensa Régia. O primeiro livro publicado foi "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga.
O dicionário define a palavra “livro” como “um volume transportável, composto por páginas encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária (ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, científico ou outro.”  Mas, o que é um livro para um leitor? Que tal você deixar seu comentário sobre esta questão?

Como criar Prateleiras Invisíveis com Livros


Decore sua casa de uma maneira criativa e barata!
Esta é uma ótima forma de começar uma conversa sobre os seus livros favoritos e sobre quão legais eles ficam ao parecerem flutuar na parede.
É um truque visual muito interessante.

 

Materiais Necessários

1 Cantoneira em L
1 Estilete para carpete
1 furadeira
1 Parafuso Phillips
Parafusos para madeira pequenos (cabeça chata) - Para afixar o livro.
Parafusos Grandes, para parede.
1 Fita métrica, régua ou trena
1 Cola de marceneiro ou cola branca
Livros para ficar na prateleira
1 livro grande de capa dura que nunca mais será lido, mas que fique bonito na parede.


Passo a Passo


1 -  Escolha um livro grande de capa dura que você não pretenda ler mais. 
Este livro será "sacrificado" para criar a prateleira.

2 - Faça a prateleira.
Abra a capa traseira do livro e meça-o para encontrar o meio.
Faça uma marca no centro da página que você acabou de medir.
Trace a cantoneira a partir da marca, de modo que fique centralizada no livro.

3 - Corte o livro.
Use o estilete para cortar as páginas do livro, seguindo o contorno da cantoneira. 
Jogue o papel cortado fora.
Corte o suficiente para que a capa possa se fechar com a cantoneira dentro do livro.

4 - Use o estilete para fazer uma fenda na capa para a cantoneira.
Deste modo, o livro pode ficar rente à parede.

5 - Parafuse o livro.
Fure através dos furos da cantoneira.
Prenda a cantoneira parafusando as páginas do livro.
As páginas vão subir quando o parafuso for inserido; por isso, segure-as com firmeza.
Fure dois buracos perto dos cantos do livro, um de cada lado.
Prenda as páginas passando parafusos pelos furos.

6 - Cole a capa do livro e feche-o.
Coloque uma pilha de livros (ou outro peso) em cima e deixe secar por pelo menos 8 horas.
Não adianta tentar pular este passo, pois a prateleira poderá se quebrar.

7 - Espere que a cola seque.

8 - Decida onde os livros ficarão e veja se pode furar este local da parede.

9 - Parafuse a cantoneira na parede.

10 - Empilhe os livros.                                              Coloque livros suficientes para cobrir a cantoneira e organize-os em ordem de tamanho.

Agora, deixe seus amigos tentarem descobrir como você fez isso.